A diversidade sexual e de gênero está excluída oficialmente do Estado no modelo definido pelo governo Bolsonaro. A MP 870, sobre a organização dos ministérios, chancela a discriminação do ilegítimo Michel Temer e bane qualquer referência a LGBTTs.

Não há menção nem mesmo nas atribuições do ministério dos direitos humanos, encarregado de atender grupos marginalizados pela sociedade. Existe espaço para idoso, criança, mulher, deficiente - mas gay, trans, lésbica e outras identidades de gênero foram suprimidos. Não se encaixam na definição bolsonariana retrógrada de família e devem se contentar, pela MP, ao enquadramento de "minorias sociais".

A falta de representatividade rebaixa oficialmente os LGBTT à condição de subcidadãos e dá licença ao Estado para abandonar parte da população já afetada pelo preconceito. O desamparo institucional é carta branca para a discriminação - afinal, se o Estado não protege, o que esperar da sociedade? A lógica aplicada ao Brasil soa genocida. O país é campeão de crimes provocados por LGBTfobia- recentemente, um cabeleleiro foi assassinado na principal avenida do estado mais importante do país por ser homossexual. Se você é gay e votou em Bolsonaro, saiba: convalidou a perseguição e o preconceito contra gays, lésbicas, travestis, bissexuais, trangêneros. Se você tem amigos ou familiares LGBTT, pode dizer a eles o quanto não os considera seres humanos dignos de serem protegidos pelo Estado.

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